30 de out. de 2025

O Tabuleiro da Economia: Entenda como Política Monetária, Fiscal e Cambial Interagem e Afetam os Investimentos Imobiliários

O Tabuleiro da Economia: Entenda como Política Monetária, Fiscal e Cambial Interagem e Afetam os Investimentos Imobiliários

O Tabuleiro da Economia: Entenda como Política Monetária, Fiscal e Cambial Interagem e Afetam os Investimentos Imobiliários

A economia brasileira funciona como um grande tabuleiro de xadrez, onde cada peça afeta o movimento da outra. O objetivo é complexo: manter a coesão da economia e a estabilidade macroeconômica, visando segurança, liquidez e rentabilidade.

Para o mercado imobiliário, essa interconexão é especialmente sensível.

O Conflito Clássico: Fiscal vs. Monetária

O principal ponto de tensão no tabuleiro é o conflito entre o Executivo/Legislativo (Política Fiscal) e o Banco Central (Política Monetária).

  • Política Monetária: O Banco Central utiliza a alta da Taxa Selic (atualmente em 15% a.a.) para desacelerar a economia e drenar a liquidez, combatendo a inflação. Esse movimento é, por natureza, detrator do PIB.

  • Política Fiscal: O aumento das despesas e investimentos públicos pode funcionar como um
    estímulo inflacionário na economia, contrapondo as medidas adotadas pelo BC.

Quando a Política Fiscal é expansionista (aumenta gastos), ela reduz o efeito da desaceleração buscada pelo Banco Central. Isso pode levar o BC a ser obrigado a manter a Selic alta por mais tempo, aumentando a necessidade da emissão de títulos da dívida pública e, indiretamente, o custo do crédito.

A Política Cambial Como Agente Multiplicador

A taxa de câmbio (BRL/USD) também não atua sozinha. Ela é um fator que afeta tanto a inflação quanto a dívida pública:

  1. Câmbio → Inflação de Custos: Uma taxa de câmbio elevada (dólar alto), como a observada desde meados de 2020 (rompendo o patamar de R$ 4,00/US$ ), afeta a inflação de
    custos, pois reflete nos preços dos produtos importados na economia brasileira.

  2. Inflação → Selic: Essa inflação de custos, por sua vez, exige que o Banco Central reaja apertando a Política Monetária (subindo a Selic), perpetuando o ciclo de crédito caro.

Além disso, o câmbio afeta a Política Fiscal, já que muitos títulos públicos são pós-fixados e indexados à Selic ou ao IPCA+, podendo aumentar os juros da dívida e comprometendo o déficit público por um fator cambial.

O Risco Setorial: Um "Tabuleiro" Conflitante

A construção civil é um exemplo típico em que se pode perceber os efeitos das políticas econômicas. O setor enfrenta um dilema:

  • O Lado Bom: O controle inflacionário pode ser bom para o setor, pois com os preços estabilizados não se perde a base de possíveis clientes devido a repasses de custos no preço dos imóveis.

  • Os Efeitos Colaterais: Se a estabilidade da inflação implicar na manutenção da Selic alta por um longo prazo, pode haver efeitos colaterais indesejados que podem fragilizar o setor:

    • Aumento das taxas de financiamento para o cliente.

    • Perda de  massa salarial (perda de renda ou desemprego) devido à desaceleração da economia.

    • Aumento das taxas de  crédito (funding) para o desenvolvimento de novos projetos, limitando o crescimento do setor.

O crescimento sustentável depende do equilíbrio entre as políticas. A responsabilidade fiscal e o controle da inflação são as bases que permitirão a queda da Selic, que é a condição ideal para que o setor imobiliário e o Investimento Privado prosperem no Brasil.



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